Em Agosto, o Ventor foi pela 3ª vez, ao 3º dia da sua caminhada, à sua outra aldeia, Paradela, visitar amigos. Este porquinho ouviu conversas cá fora e veio espreitar. Malta, venham cá ver! Está cá um estranho!

A malta sem pedir autorização à mãe veio à porta espreitar e viram os donos a falar com um estranho, voltando logo a fugir para dentro.

Outros dois vieram cheirar se o estranho lhe tinha deitado alguma coisa e depois também foram para dentro.

Dois irmãos mais velhos, vieram fazer o mesmo, cheirar e espreitar se lhes tocou algo, uma vez que o estranho estava com os donos.

Um perguntou ao Ventor: «se não nos trazes comer que fazes aqui»? «Quem és tu»?

A mãe não estava preocupada porque estavam ali os donos e pela conversa, o estranho era pacífico. Virou-se para os filhos e disse-lhe: «quietos eu vou espreitar».

«Podem vir, afinal é apenas o Ventor. Se fosse o Ventor que tivesse de matar porcos para se comer presunto, não havia presunto no mundo! Ele dizia que ajudava em tudo menos segurar o porco na matança. Nunca segurou porcos em Adrão nem em Paradela, dizem os nossos que já foram»!

A rapaziada veio apanhar sol um pouquinho, cá para fora, enquanto o Ventor, a sua irmã, a minha dona e os donos do porco se sentaram debaixo da latada, numa bela sombra de um dia bonito de Agosto a comer uvas americanas. Tens uns porquinhos muito bonitos, Patríca, e o Ventor deixa-me brincar com eles. Diz para eu vos mandar bjs. para todos vós. Quem sabe se um dia vos vou conhecer!

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Eu sou o o Pingas, o cisne amigo do Quico e do Ventor. Agora, sem o Quico, estarei por aqui, a tentar animar o Ventor

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publicado por Quico, Ventor e Pilantras às 19:49